quinta-feira, 10 de abril de 2014

O VERDE DAS FOLHAS

O verde presente na casa não é sinônimo de esperança,
São folhas verdes, brilhantes como azeite, adormecidas;
Esperando a brancura das flores no tempo que não cansa,
É a natureza sábia e generosa nas delicadezas oferecidas.

Põe na mesa o colorido à emprestar ao olhar um brilho,

Como quando a mãe protege e dá liberdade para o filho;
Nas mãos contidas ao toque apenas se deixam imaginar,
Suavidade que ao roçar a pele conseguem sentir sem tocar.

Nos contrastes frios que as paredes silenciosas demonstram,

A vida segue na esperança transvestida no verde das folhas;
E por entre a sala e a copa uma decoração em que se molha,
Pois só as flores de plástico são frias e vida ali não se encontra.

Meri Viero