terça-feira, 25 de março de 2014

SAUDADE

A saudade chegou toda prosa e com força
E ainda que tente esconder, não adianta
E por mais que no jogo da vida não torça
Surge num rompante enigmático e planta...

Nas palavas o que pretendia adormecer
E toca,  prende, desorienta, esparrama
E na complexidade se rende nesse reverdecer
Da poética branda no escrever de quem ama...

O toque sútil do infinito num único instante
Esse voo mágico e descomprometido com arte
Sem imposições mas inquietações e suposições
Leves plumas a voarem por entre inspirações.

Meri Viero