quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

QUANDO A CASA ADORMECE...

Quando a casa finalmente adormece,
Em mais uma madrugada tão quente;
As janelas se fecham quase inocentes,
Silenciam os passos na sala e esquece...

As vozes, os risos, o ir e vir constante,
No dia que passou sorrindo para a vida;
Abrindo-se em magnólias e margaridas,
E entre os livros e retratos na estante.

E as paredes se calam quase tímidas,
Como guardiãs de tesouros sagrados;
Enquanto no quarto adormece cansado,
Entre sonhos de uma alma tão incontida.

Quando a casa finalmente adormece,
E silenciam todos os seres humanos;
Em horas a voar num breve engano,
Outra madrugada em versos se tece.

Meri Viero