sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

PERMANÊNCIA

Um amontoado de pensamentos tontos...
Invadem o ser nessa hora marcante,
Permanecem a prestar atenção no conto;
A beber dessa inspirada e fresca fonte.

Feito terra seca bebendo água da chuva,
Na composição perfeita da mão e da luva;
No vestir preciso do colorido daquela blusa,
Na flor no cabelo que eventualmente se usa.

Vai formando imagens, linguagens e fala,
Na espera de ouvir a palavra que não cala;
No arrumar dos móveis e do vaso na sala,
Na saudade em dirigir aquele velho opala.

Nas estradas que a vida vai deixando pra trás,
E o retrovisor avisando que o passado se foi;
Infelizmente, pra tristeza ou alegria, não volta mais,
E entre sorrisos e lágrimas a saudade ainda dói.

Nesse vagar entre pensamentos tantos e tontos,
O olhar perdido e a alma divaga, sem sair do lugar;
Entre o bom humor que ainda resta ao levar os tombos,
E a justa certeza, sem hipocrisia, de simplesmente estar.

Meri Viero