sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Arte


Fechar os olhos sem mais aguar
E deixar-se levar, leve sonhar
Na rima doce, verbo amar
Olhar sem se importar

Versar feito o Universo 
E as estrelas brilhantes
Entre planetas diversos
Um  feito de  diamante

Fundir-se em bela arte
Na cumplicidade tão grata
Desenhar Plutão, Terra e Marte
Na rima que se completa, Via Láctea.

Meri Viero

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Se vier...

Repouse entre meus versos
Iluminado pela luz do universo
Não durma essa noite, faça poesia
Dá-me, por algumas horas, alegria

Se vier não repare os detalhes
A falta de simetria, são entalhes
Dessa alma de poeta enamorada
Que segue meio terra, meio enluarada

Se vier em silencioso toque, sentirei
Mas, senão vieres, enfim, morrerei
Nem triste, nem feliz, nem ao menos sei
Só não esquece, para sempre, te amarei...

Meri Viero




Floresceu...



Vem para encantar o dia
Pintura Divina, pura poesia
Colorir a retina
Fazer sorrir a menina
Deixar a vida mais bela
Trazer para a vida, aquarela
No efêmero, a delicadeza
Se esmera em tão fugaz beleza.

Meri Viero

Fios

E o verso escorreu pelas mãos
Caiu no papel, e virou poesia
Era um pedaço do coração...
Se desmanchando mais um dia

Talvez a dor tivesse explicação
Era, sem querer, a desintegração
Feito traças corroendo o sentir
Feito traumas urdindo o existir

O verso vertido em silêncio
Fiado em tecido fino, fios...
Frios que a manhã ofertou
Flores que o sol desbotou.

Meri Viero





Era

O tempo fora de hora
O relógio que para agora
Frio da noite lá fora
A face que aqui cora

Era

Uma vez, uma história
Um almeirão e uma chicória
Uma rima tosca, escória
Uma falha na memória

Era

A noite adormecendo
O vento passando, varrendo
A Lua no céu, me esquecendo
E mãos que vão tecendo...

Meri Viero

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Quisera...

Falar de abraços e beijos
De tardes amenas de verão
Dias preciosos de primavera
De pinturas em manhãs de outono
Do frio do inverno todo esquecido
Pois aquecido seguiria o coração
Não cobrar o tempo, as palavras
Não falar de ausência
Nem de carências
Usar o silêncio com sabedoria
Para ouvir o canto dos pássaros
As notas de uma bela canção
Feita com esmero
Com letra que toca o coração
Ritmo calmo
Suavidade no toque das mãos
No expressar dos lábios
Ternura, carinho, compaixão, paixão
Tesão para saborear os dias
Esquecer dores
A febre, a saudade, esquecer você...

Meri Viero

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Teu olhar...

Detalhista anota, e deixa uma pista
Não sei se pede: insista ou desista
Mas, deixa um brilho na folha
Um filho, tão bela escolha...

Teu olhar cor da terra
Misterioso, criterioso, brilha
Se mistura as cores da serra
Pétalas recobrindo a trilha

E deixa a vida serena
Problemas, tristezas...
Tudo de repente se apequena
E há pureza, tão rara beleza.

Meri Viero