terça-feira, 19 de setembro de 2017

domingo, 17 de setembro de 2017

Palavras

E a mão nervosa, desliza da boca ao papel
Na fala pouca, pipoca as palavras no céu
No girar desse mundo, (in)justo, carrossel
Feito licor adoçando a vida, verdadeiro fel

Na coragem desprovida, convida, ouvir a voz
De um tempo, que é sempre presente em nós
Castanha, goji berry, pecã, e quanta noz
Memória aperta, sorriso e pranto à sós

E a mão para, a boca se fecha, te deixo
Mas, se valer a pena, te peço, não me deixa
Arruma, apruma, põe esse coração no eixo
Adoça essa boca, voz rouca, sabor de ameixa.

Meri Viero

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Sol e Lua

Assim segue a vida, de alma nua,
Rasgando os verbos, ecos na rua;
Passos solitários, feito Sol e  Lua,
Minha inspiração, também a sua...

Caminham numa distância segura,
Em que  a razão, o coração, regula;
Firmes na fé, alma não se aventura,
E quando dúvida vem, lê-se a bula...

Modo de usar, indicação, tudo certo, 
Assim vida segue, te querendo perto;
Mas, feito o Sol que vem beijar o dia,
E a Lua prateando a noite e a poesia.

Meri Viero

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

"Desejo de vida"

Sonhei sonhos melhores, e a cores
Tinha mar, arrebol e também flores
Era o desejo de vida, cumplicidade
Eram mãos dadas com a felicidade

Mas, suspiro que agora a vida rouba
Deságua em impropérios e até aduba
Essa tristeza toda virando em saudade
E me faz versar contra minha vontade

Deve ser o desejo de vida, esperança
Viva, tão viva, fazendo  uma  aliança
Com esse coração confiante; valentia
Que traz a pena, o papel e a poesia...

Meri Viero

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Papel almaço

Passo, papel  almaço amasso
O pão, e a  poesia dou forma
Te perco, imensidão, te  acho
Passar, caminhar, eis a norma

Traço, pequeno espaço, escasso
Letras não se juntam, não unem
Não bebo, não fumo, não masco
E que as palavras não murmurem

Não ruminem, e não se afunilem
Mas, desfilem livres, leves, soltas
E na tua face, teus olhos brilhem
Que a última palavra dê meia volta

Não seja a derradeira rima, exprima
Esprema, expresse, não cobro ideia
É água doce, que  verte  de tua veia
E com a tua bela alma mais combina.


Meri Viero

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Chama

Para ser feliz, riscar o chão com giz
Desenhar estrelas, pedaço do céu
Florescer poemas como sempre quis
Beijar a boca, doçura feito mel

Chama que acende a noite, a Lua
Clareando a rua, a minha casa e a tua
Fala meu nome, serei somente sua
Flor frutificando, poesia leve, flutua

E no tocar nada breve, aquarela suave
Cores que não desbotem, que a chuva
Não molhe, não manche, não lave
Uma reta, palavra certa, sem curva.

Meri Viero